sábado, novembro 25, 2006

Não é assim que quero...


Não é com uma despedida que uma relação acaba, nem é com um beijo que o amor começa. Não é por sangrarmos que sofremos, nem tão pouco é por perdermos que deixamos de tentar. Perder é só mais um sinal de que nos devemos levantar e tentar outra vez. Não é não amando que se é feliz, mas também pode não se ser feliz amando.

Isto porque tudo depende de quem se é, de como se é, de com quem se é...

Sentes-te magoada? Acontece, por isso sorri e segue em frente. Sentes-te protegida? Então cuidado, pois podes cair em desgraça em qualquer momento... Sentes-te não amada? Procuraste mal... Sentes-te sozinha? Então quem sou eu? Sentes-te com saudades? Podes voltar quando quiseres...

Mas quero que saibas: não me magoarei, já não me importo. Não desistirei de ti, não é assim que sou e tu sabes. Não conseguirei, mas certamente tentarei, arduamente. Não estou seguro, mas não tenho medo. Vim para ficar, não vou retroceder, não para onde vim.

Por isso sorri, não quero que me ames, mas quero que ames, quero que saibas a doce sensação de conforto nos braços, o carinho de uma palavra, e a alegria de um olhar. Que não é preciso mais que um sorriso para ser feliz, e que não há nada que se intrometa. Quero que saibas que podes não te magoar, e podes aprofundar o quanto quiseres aquilo que sentes.

Não quero que te guies pelas minhas palavras, apenas que tenhas um rumo traçado. Posso não caminhar a teu lado, mas por perto sempre me encontrarei...

Segue-me

domingo, novembro 19, 2006

Desculpa...


És capaz de ser aquela em quem mais posso confiar, depositar segredos e desabafar angústias. De certeza, sempre foste aquela que mais precisava de ser ouvida e escutada, compreendida e acompanhada. Quando te tive nos braços, nada pior podia fazer que não valorizar o que me havia sido dado, mesmo assim, pior foram as minhas acções:

Desculpa pela atenção que te dei, e não dei, e pelas palavras que se perderam no ar e na minha cabeça. Desculpa também pelo que te fiz entender quando a minha intenção era só divagar. Desculpa pela maneira como te deixei cair, e te pedi para me perdoares. Desculpa pelo beijo que te dei, pois não devia passar de um abraço. Desculpa quando te virei as costas, apenas para ouvir o som da queda das tuas lágrimas, e desculpa se desapareci sem notícias, adeus, nada...
Desculpa se te substituí, ninguém é como tu, nada mais foi igual. Desculpa o olhar que te dei, deveriam ser os meus, não os teus olhos a chorar. Desculpa por não poder voltar atrás no tempo, e corrigir os meus erros. Desculpa se não te posso aceitar outra vez. Desculpa pelo tempo que não falámos, pelos sorrisos que não trocámos.

Desculpa, pois fiz com que me amasses, quando o amor não foi a tua recompensa.

Desculpa pelas acções que tenho tido, pois o passado não morre. Desculpa todos os meus erros, que eu não os perdoarei. Desculpa se posso vir a errar, pois tenho essa tendência. Desculpa se sou humano, desculpa se sei amar, desculpa se consigo odiar...

Desculpa-me...

No meio de toda a confusão que é a minha vida, não arranjei oportunidade de me fazer mostrar por aqui. A verdade é que até mesmo quando não há nada para acontecer, acontece sempre algo, e por isso aqui estou eu para dar novidades...