sábado, setembro 16, 2006

Já é Passado

Não nos podemos reter em palavras proferidas, nem em lágrimas derramadas. Não devemos lamentar o passado, querer mudá-lo, ou negar a sua existência.
Devemos sim, aprender com ele para melhor agir. Lembrar-mo-nos dele para que crescamos. Sobretudo do passado, presente. Pois sem o passado não seria quem sou. Sem o passado não estaria aqui, e sem o passado não haveria um presente.
O passado perserguir-nos-á com a sua existência, cada vez mais se ignorado. Não será amistoso nem maldoso, mas apenas parte de nós...

Portanto...
Leva o passado contigo para onde quer que vás, pois ele é o teu manual práctico.
Não te deixes influenciar por ele, ou não servirá de nada.
Fecha o teu coração a ele, pois ele aconteceu, e não te manterá vivo por isso.
O passado é a pegada que jaz pelo teu caminho, não os pés que te guiam.
Esquece-o recordando-o. Não o ignores, mas não vivas sempre com ele em mente...



lol, nem eu percebi quando acabei de escrever xDD

segunda-feira, setembro 11, 2006

Estive lá por ti, lembras-te?


Duvidas da tua força interior,
não acreditas no teu potencial,
só esperas que o teu salvador
corrija tudo o que está mal.
Não enfrentas problemas
nem procuras soluções,
afundas-te em dilemas,
mentiras e desilusões.

Preferias morrer
a viver assim:
"Para quê sofrer?
Isto não é para mim..."

Espera então por mim aqui,
virei dar-te um sorriso
e recuperar o teu coração despedaçado.
Só peço que olhes por ti,
e que faças tudo o que for preciso
para conseguires esquecer o teu passado.

Aí já queres aporveitar
tudo o que a vida tem para dar,
incluindo as desgraças e tristezas,
e as memórias, glórias e proezas.
Já não és fraca nem frágil
dei-te um coração para combater,
ser feliz agora é fácil
e deixa lá, não vale a pena agradecer...

P.S. : Há quem não queira sacrifícios, ou recompensas ou sequer obrigados. Ficar na tua memória como um bom amigo não é pedir muto, ou será?

domingo, setembro 10, 2006

Espelho de lembranças...


Via-te espelhada em mim
naquela maneira com que te observei
pelo meu coração prateado
e moldado pela tua paixão...

Ficam as memórias flutuando no tempo,
gravadas no peito,
sóbrias de afecto,
ao passo que as noites passam
atormentando cada momento...

Passas por mim como o inverno,
que me arrefece a alma,
escrevendo com lágrimas num caderno
que guardo para mim nos braços
que outrora selaram os nossos laços.

Não espero, no entanto, que voltes
nem que me peças perdão,
não espero por lágrimas
não espero contrição.

Resta-me seguir em frente
esquecer quem me esqueceu,
tenho uma vida por diante
em que não terás entrada;
Essa opção já te pertenceu b
e por ti foi recusada
apenas deixaste saudade
e sentimentos para este poema...


Espero ter escrito as minhas últimas palavras dedicadas a esta pessoa, pois as memórias não morrem, os sentimentos perduram, e eu terei ainda que confrontar o meu passado...

sexta-feira, setembro 08, 2006

Um lugar ao Sol


Todas as noites ela saía. Saía ao encontro da tempestade que chegava sempre que desejada e quando menos esperada. Todas as noites ela saía para a chuva, esperando que algo acontecesse, mas nunca mudava, ela apenas se molhava, com gotas iguais umas às outras, vindas do mesmo sítio para o mesmo lugar, e apenas molhavam...
Todos os dias ela desejava a chuva, mas não porque caía mas porque havendo a tempestade, o bom tempo a precedia lhe sucedia. Ela apreciava todas as gotas que escoavam do seu coração, pois acabariam por secar ao sol da felicidade.
Mas talvez não fosse a chuva que ela devesse procurar, mas a luz!... Talvez não, essa pertence sempre aos demais, fugindo-lhe por entre os dedos, esquivando-se a todas as palavras que a envocavam. Daí ela percebeu que tem de existir um equilíbrio, e que esse equilíbrio existe enquanto uns se molham e outros secam ao sol as suas próprias lágrimas.
Desta vez ela haveria percebido. Não podendo fazer brilhar o sol para si, certificou-se que alguém teria essa hipótese, e talvez aí, mas só talvez, esse alguém retribuisse o favor, e um pouco de luz lhe inundasse a alma...

Pergunto-me se deverei esperar por uma tempestade tão forte quanto o sol que a precedeu, e se estarei disposto a molhar-me, só pelo prazer de secar. Uma resposta foi-me dada: molhar-me-ei se assim o evitar, molhar-me-ei se isso temer, mas não me molharei... não me molharei se me secar a seguir.
P.S. Este texto está deveras confuso, por isso deixem que a mensagem liberte a vossa imaginação e creatividade. Eu exponho um sentimento, quem lê só o interpreta à sua maneira...

terça-feira, setembro 05, 2006

Esquece...


Uma troca de olhares foi o que bastou para se aproximarem. Sentaram-se no sofá. Começaram por conversar. Temas como a literatura, a música prolongaram o diálogo... Abstrairam-se dos outros convidados e, aos poucos, as palavras ficaram perdidas! Agora só os olhos timídos de ambos transmitiam os sentimentos. O perfume das velas, as cores vivas das paredes da sala, a música ambiente e a própria melodia criada pelo bater sincronizado dos seus corações, construiram a memória que para sempre ficaria gravada nos seus sonhos.
Agora, luas depois daquele tempo, o mesmo sofá era ocupado pelo mesmo indivíduo de outrora, mas as velas haviam-se apagado, as cores esbatidas esmoreciam e o espaço era preenchido por um silêncio melancólico apenas interrompido pelo bater desgovernado e incorrespondido do seu coração... Esperava, em vão, pela companhia que lhe dissera estar ali pela mesma razão que ele, mas que o tempo não perdoava em apagar.
Misericordiamente, o tempo levou-o para lá, e os seus olhos fechavam-se ao som da antiga melodia que lhe enchia os ouvidos e a alma, fazendo-o esboçar um sorriso.
P.S.: Esquece com o tempo, para que o tempo não te esqueça...